MUSEU DAS CULTURAS INDÍGENAS



Hoje minha dica cultural é o @museudasculturasindigenas, aberto recentemente na Água Branca, bem atrás do Parque.


Já vou começar dizendo que a narrativa é potente, principalmente para que tem ouvidos e coração, para ouvir com empatia, a mensagens dos povos indígenas contemporâneos.


Na instalação “Ygapo: Terra Firme”, dedicada às várias vertentes da musica indígena contemporânea, um clipe da ótima @brisaflow sintetiza como fui arrebatado pelo Museu. Brisa canta:


“Baby é só mais uma armadilha Cuidado na trilha! Baby, fique Viva! Fique Viva! Tive que aprender a me amar ficar de pé Pra depois aprender a voar, manter a fé...”


O Museu ajuda a tirar da invisibilidade, os povos originários do Brasil, sua cultura, sua arte e luta. A cada sala dos 5 andares expositivos, eu, como homem branco, só tinha vontade de pedir perdão pelo que os povos indígenas passaram e ainda passam em sua própria terra. Terra, que sabem preservar de uma maneira que estamos custando aprender. Por outro lado, como alguém que trabalha com tendências, enxerguei um movimento, que ainda não tem um nome específico, mas que marca tempos de valorização da produção artística e cultural dos povos indígenas, como nunca ocorreu antes.


Enquanto visitava o Museu, também percebi minha ignorância, sobre a rica produção dos artistas indígenas. Tem muita gente talentosa produzindo artes plásticas, música, moda, tatuagem, maquiagens fantásticas e por aí vai.

Os 5 andares de visitação são focados em exposições e instalações temporárias, com o objetivo de compartilhar mensagens, saberes, filosofias, artes e histórias, para os povos indígenas e não-indígenas.


Em tempos em que o planeta está à beira de um colapso, temos muito que aprender e o @museudasculturasindigenas é uma luz no caminho.


Instagram: @museudasculturasindigenas Rua Dona Germaine Bouchard, 451 | Água Branca Ter, qua, sex, sáb e dom | 09h às 18h Ingressos: R$ 15 (inteira) e. R$ 7,50 (meia) Qui | 09h às 20h Gratuito às quintas-feiras